Educação

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Todos nós, sabedores de que a Educação é a mola-mestra do desenvolvimento econômico-em nível macro-,  e pessoal (sonhos e metas), preocupamo-nos  com os resultados do concurso para o Magistério, onde 92% dos candidatos foram reprovados.

As deficiências da qualidade do ensino ficam, assim, evidenciadas e acabam por se constituir em barreira para a ascenção.

No ano passado, critiquei, em artigo publicado em ZH aqui  reproduzido, o absurdo da recomendação pelo MEC de um livro repleto de erros.

A sociedade precisa prestar mais atenção, manifestar-se mais e criticar quando se fizer necessário.Esse protagonismo certamente contribuirá para melhorar o futuro do país..

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O Livro dos Erros, por Lícia Peres*

Uma das coisas mais aberrantes com que nos defrontamos neste momento é a utilização de livros destinados à educação com erros crassos da língua portuguesa, ou melhor dizendo, a deseducação institucionalizada. E o MEC serve para quê? Não é sua obrigação defender o nosso idioma como dispõe o artigo 13 da nossa Constituição?

É sabido que a educação se dá através da consolidação do conhecimento. É, portanto, dever da escola ensinar certo, corrigindo quem fala errado, não por discriminação, mas justamente para auxiliar os estudantes no domínio da sua língua materna que os auxiliará no processo de mobilidade social.

A tentativa de alguns ditos especialistas em linguística de flexibilizar as regras da escrita é um tremendo equívoco. “Os pé”, “menas”, “nós fumo”, e tantas expressões oriundas de um aprendizado deficiente em famílias iletradas devem, na escola, ser corrigidas. Assim a instituição estará cumprindo sua função de preparar os estudantes para competir, em igualdade de condições, com aqueles de famílias mais cultas. Não é possível, de forma paternalista, sonegar-lhes o direito de aprender, deixando “passar” os erros cometidos. Até porque o alunato, em qualquer nível, tem aspirações e quer melhorar sua condição de vida. Assim, muitos, mesmo com sacrifício, trabalham de dia e frequentam a escola noturna.

Ademais, há um aspecto que não pode ser desconsiderado. Em qualquer concurso, a exigência em relação ao conhecimento da língua portuguesa costuma ser rigorosa e até mesmo eliminatória. Como alguém oriundo de um ensino deficiente desde as séries iniciais poderá ter êxito em suas pretensões? Nesse caso constata-se a verdadeira discriminação: a que limita de antemão a ascensão dos mais pobres transformando seus sonhos em mera ilusão.

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Sobre Lícia Peres

Sou socióloga, feminista, fundadora do PDT, mãe do Lorenzo, cinéfila, amante da literatura e da música. Nascida em Salvador-BA, adoro os verões baianos, onde encontro minha família de origem. Escrevo sobre temas da atualidade e, seguidamente, faço palestras.
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Uma resposta para Educação

  1. Jac Sanchotene disse:

    Olá Lícia! Parabéns pela proposta do blog. Assuntos pertinentes e engajados, dignos de alguém como você, tão responsável socialmente.

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