Ponto Final

Parece até mentira, mas já estamos no mês de maio. O tempo passa muito rápido. No dia 28/05 é o Dia Internacional pela Saúde da Mulher, oportunidade em que são feitas avaliações no sentido de contribuir para que as mulheres  tenham saúde  como preconiza a OMS: ” um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”

foto:josinunes.com.

( mdemulher.abril.com.br)

No ano passado, em 26/05/11 ,escrevi o artigo reproduzido abaixo  e que foi publicado em Zero Hora.

Ponto Final, por Lícia Peres

O programa Fantástico, da Rede Globo, escancarou, em reportagem sobre violência contra crianças e adolescentes, os maus-tratos e a negligência a que estes são submetidos cotidianamente. Constatou-se que 62% das vítimas são meninas, saltando, nos casos de violência sexual, para 83%. A discriminação de gênero começa cedo. As evidências demonstram que mesmo com os avanços conquistados através de leis, como a Maria da Penha para os casos de violência doméstica, e de instituições sérias como os conselhos tutelares – protetores da infância – algo subjacente, fortemente enraizado, subsiste. O olhar preconceituoso sobre o sexo feminino, aquele que aceita a discriminação de gênero e a banalização das agressões, não se insurgindo contra elas, não as repudiando como atitude criminosa, alimenta esse ciclo que acompanhará as mulheres desde os seus primeiros anos até o fim de sua existência. De uma certa forma, é com a tinta de nossa indiferença que se escreve essa história de injustiça e desrespeito. Para conscientizar as mulheres do seu papel de protagonistas de suas vidas, fortalecendo-as para que possam atuar na defesa de seus direitos e auxiliá-las no processo de empoderamento, atividades relativas ao 28 de maio – Dia Internacional pela Saúde da Mulher – estão programadas em Porto Alegre. Além do seminário Chega de Silêncios, organizado pela Themis, será lançada nacionalmente a campanha Ponto Final na Violência contra Mulheres e Meninas, coordenada conjuntamente pela Rede de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG) e pela Rede Feminista de Saúde. A ação solidária de homens e mulheres, unidos para dar um basta à violência, é algo marcante e significativo. O local escolhido foi o Campo da Tuca, uma comunidade com altos índices de vulnerabilidade social e predomínio da população afro-brasileira, sabidamente a mais afetada. Apoiar os direitos humanos das mulheres e meninas precisa constituir-se em uma meta da sociedade, e de cada pessoa individualmente, principalmente em suas relações familiares. Requer conscientização e uma nova atitude para que possamos afirmar com justificado orgulho: na violência contra mulheres e meninas, ajudei a colocar um ponto final.

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Sobre Lícia Peres

Sou socióloga, feminista, fundadora do PDT, mãe do Lorenzo, cinéfila, amante da literatura e da música. Nascida em Salvador-BA, adoro os verões baianos, onde encontro minha família de origem. Escrevo sobre temas da atualidade e, seguidamente, faço palestras.
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