Marilyn

foto:specialhairstyles.com

Sábado 28/04, fui à sessão promovida pelo cineclubezh assistir” Sete dias com Marilyn”.  Após o filme  houve debate com o  crítico de cinema Goida e a jornalista Claudia Laitano. A plateia também participou.

Cinéfila de carteirinha , comento:

foto: americanheritage1.com

A interpretação de Michele Williams no papel de Marilyn é satisfatória. Mesmo sem possuir a beleza estonteante de MM, ela desempenha bem. Kenneth Branagh , ótimo ator (Henrique V) faz o papel de Laurence Oliver nessa produção de Simon Curtis  EUA/Grã Bretanha.

O que achei mais interessante no filme( o que não é explicitado, mas dá para inferir) é que Marilyn,  uma sedutora, sempre foi uma persona.  Mas, como não poderia ser diferente, a Norma Jeane, está   presente na sua insegurança e  necessidade indiscriminada de afeto.

Cercada por pessoas pagas para a bajularem todo o tempo , fica claro que nas concessões feitas a ela pela produção (atrasos, dificuldade em cumprir a agenda) estava  apenas a expectativa do lucro. Para os ingleses, pontualíssimos por tradição, e especialistas em auto-controle a inconstância da atriz   era  uma provação. Alugaram uma casa  para seu então marido, o escritor Arthur Miller na esperança que ele lhe desse o suporte afetivo necessário para que a filmagem corresse sem imprevistos. Miller preocupado com sua própria tranquilidade e obra,  após alguns dias,  retornou aos EUA. Estavam casados há apenas 3 semanas. Quem, de fato, se disporia a  ser  tábua de salvação  para tanta carência?

Mais uma vez sentindo-se abandonada, Marilyn irá  encontrar alguns momentos felizes no amor-devoção  de um   rapaz de 23 anos ajudante de produção e  comovente  na sinceridade de seus sentimentos. Um bom ator ( Eddie Redmayne) para mim, até então, desconhecido.

Confesso que não sou muito exigente em matéria de cinema. De médio  para cima , já estou gostando.

Sem ser uma maravilha, nem mesmo um grande filme, Sete Dias com Marilyn é uma aula sobre cinema e   merece ser  visto.

***

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Sobre Lícia Peres

Sou socióloga, feminista, fundadora do PDT, mãe do Lorenzo, cinéfila, amante da literatura e da música. Nascida em Salvador-BA, adoro os verões baianos, onde encontro minha família de origem. Escrevo sobre temas da atualidade e, seguidamente, faço palestras.
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