Variedades

 

Amartya Sen (foto:rudaricci.blogspot.com)

Sobre Economia

Uma dos mais importantes eventos realizados, anualmente, em Porto Alegre  é o Fronteiras do Pensamento. Os mais importantes intelectuais do mundo comparecem,  no Salão de Atos da UFRGS, para falar e debater.

A abertura este ano deu-se no dia 25/04 com o Nobel de Economia, Amartya Sem.
Em reportagem da Folha de São Paulo,realizada por Isabel Fleck, reproduzo algumas afirmações do professor indiano:
AMARTYA SEN CONSIDERA PAÍS MODELO DE CRESCIMENTO COM JUSTIÇA 
“O Brasil é bom exemplo de conciliação entre rápido crescimento econômico e desenvolvimento social. A afirmação é do indiano Amartya Sen, 78, Nobel de Economia em 1998, que participou segunda-feira (23), em São Paulo, do ciclo de palestras “Fronteiras do Pensamento”.

Para Sen, uma das razões que levaram o Brasil a mudar de posição no cenário global foi o “reconhecimento da complementaridade entre crescimento rápido e políticas de justiça social“.

O Brasil encontrou uma maneira de fazer com que o crescimento fosse compartilhado amplamente pela população“, disse, destacando que o país pode ser modelo para China e Índia.

Segundo Sen, idealizador do “Índice de Desenvolvimento Humano” (IDH), a frequente comparação entre os vizinhos asiáticos mostra números de desenvolvimento social –como educação e saúde- mais altos na China.

No entanto, ele lembrou que outros valores, como liberdade de expressão e democracia, devem ser levados em conta na comparação.

A China executa [pessoas] em uma semana mais do que a Índia executou desde a sua independência, em 1947“, comparou.

Para Sen, é fundamental que a discussão sobre os impactos do crescimento econômico faça parte dos debates da “Rio+20”. “Antes de falarmos nos benefícios do crescimento econômico, temos que nos concentrar no crescimento sustentável“, disse.

O Nobel ainda criticou a forma como os governos europeus têm reagido à crise. “Cortes repentinos e severos podem ter efeito depressivo“, afirmou, destacando que é preciso “esperança e não desespero para ter coragem de buscar a mudança social“.
***

Campanha do Bem

Tabalhadora
(foto:crismenegon.com.br)

 

Sabemos que uma das grandes discriminações de gênero  é a diferença salarial entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

Para executar as mesmas atividades, as mulheres ganham em torno de 27% a menos do que seus companheiros do sexo masculino.

Trata-se de uma grande injustiça. Aumenta a cada dia o número de mulheres chefes de família, as que sozinhas sustentam seus filhos. São os lares mais pobres.

A discriminação salarial é perversa e a única razão é para que ocorra é a cultura que desvaloriza o trabalho feminino.

Agora, provavelmente antecipando as comemorações do 1º de Maio, há uma campanha do Ministério Público do Trabalho -original e conscientizadora-  através de cartazes nos ônibus.

Neles aparece uma mulher, com o dedo colocado sobre a boca onde está desenhado um bigode.  Ao lado a frase: O que elas precisam fazer para serem tão valorizadas quanto os homens?

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Sobre Lícia Peres

Sou socióloga, feminista, fundadora do PDT, mãe do Lorenzo, cinéfila, amante da literatura e da música. Nascida em Salvador-BA, adoro os verões baianos, onde encontro minha família de origem. Escrevo sobre temas da atualidade e, seguidamente, faço palestras.
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